sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Proudhon

Há exatamente 201 anos, em 15 de janeiro de 1809, nascia na França o filósofo francês Pierre-Joseph Proudhon. Ficou famoso principalmente por ter sido o primeiro a se autoproclamar anarquista e foi considerado um dos mais influentes escritos anarquistas de todos os tempos. Após a Revolução de 1848, passou a se denominar como federalista. Faleceu em 1865.

ProudhonDe origem humilde, começou a trabalhar cedo, numa tipografia, onde entrou em contato com liberais e socialistas experimentais, que representavam as mais importantes correntes políticas da época. Assim ele conheceu Charles Fourier, que muito influenciaria suas idéias. Em 1838, já diplomado pela Faculdade de Besançon, foi para Paris, onde, em 1840, publicou “Que é Propriedade?”, obra na qual se afirma anarquista, criticando a propriedade privada. Sustentava que a exploração da força de trabalho de um semelhante era um roubo e que cada pessoa deveria comandar os meios de produção de que se utilizasse.

Em 1842 lançou algumas teses em “Advertência aos Proprietários” e foi processado, mas foi absolvido. Depois disso foi para Lyon, onde se empregou no comércio. Nesse período entrou em contato com uma sociedade secreta que defendia uma doutrina segundo a qual uma associação de trabalhadores da nascente indústria deveria administrar os meios de produção. Com isso esperavam transformar as estruturas sociais por meio de uma revolução violenta.

ProudhonEm 1846 escreveu “Sistemas de Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria”, onde criticou o autoritarismo comunista e defendeu um estado descentralizado. Karl Marx, que admirava Proudhon, leu a obra, não gostou, e respondeu em 1847 com a obra “Miséria da Filosofia”, decretando o rompimento de relações entre ambos. Dois anos mais tarde Proudhon participou da Revolução de 1848 em Paris e, entre 1849 e 1852, ficou preso por causa de suas críticas direcionadas a Napoleão III. Em 1851 escreveu "Idéia Geral de Revolução no Século XIX", que colocava a visão de uma sociedade federalista de âmbito mundial, sem governo central, mas baseada em comunas autogeridas. Os comunistas acabaram por tachá-lo de reacionário por defender uma união entre proletários e burgueses.

Depois de publicar, em 1858, "A Justiça na Revolução e na Igreja", obra totalmente anticlerical, passou a viver sob vigilância da polícia, se exilando em Bruxelas. Em 1864 voltou a Paris e publicou "Do Princípio Federativo", uma síntese de suas concepções políticas. As idéias de Proudhon se espalharam por toda a Europa, influenciando organizações de trabalhadores e os mais fortes movimentos sindicais que se manifestaram na Rússia, na Itália, na Espanha e na França.

Suas idéias eram opostas ao liberalismo e denunciavam as organizações econômica, governamental e educacional vigentes, propondo a criação de sociedades cooperativas de produção. Seu pensamento era voltado para uma reorganização da sociedade, tendo como princípio a justiça, que seria a base da harmonia social e também do pensamento humano. Segundo Proudhon, o homem deveria abandonar a condição econômica e moral baseada na sujeição a outros homens - que levaria à desarmonia social. A nova sociedade deveria apoiar-se no mutualismo, uma forma de cooperação baseada em associações, sem o poder coercitivo do Estado.

Referência: Wapedia

2 Comentário(s)::

Bao Ritcho disse...

que gênio...

Vinícius Franco disse...

Ideais quase impossíveis de acreditar que possam existir ainda um dia ne ow