segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Setor Elétrico e a Construção da Hidrelétrica de Belo Monte: Mitos e Preconceitos - Parte 3

Dando sequência às postagens referente à palestra de 03/07/2012 do Instituto Acende Brasil, cujo título foi “O Setor Elétrico e a Construção da Hidrelétrica de Belo Monte: Mitos e Preconceitos”, segue aqui mais um dos “mitos” que devem ser derrubados sobre esta questão da geração de energia elétrica no Brasil.

Mito: “O Brasil não precisa de termelétricas”


• A matriz elétrica brasileira evoluiu de hidráulica para hidrotérmica devido à opção por usinas a “fio d’ água”, ou seja, sem condições de armazenamento de água em reservatórios;
• A opção por usinas a “fio d’ água” gera as seguintes consequências: impossibilidade de controle de cheias; maior exigência das usinas de regularização, gerando grandes alterações de nível d’água dos reservatórios em curtos ciclos hidrológicos; maior despacho térmico para atender às exigências sazonais de carga.
• A capacidade de enfrentar secas caiu de 20 meses na década de 1970 para apenas 5,8 meses em 2003;
• Usinas cada vez mais distantes dos centros de consumo impõem um risco adicional à segurança energética;
• Não deve existir exclusão entre energéticos, mas sim complementaridade.

Fonte: O Setor Elétrico e a Construção da Hidrelétrica de Belo Monte: Mitos e Preconceitos - Instituto Acende Brasil, 03/07/2012.

0 Comentário(s)::